Mapas interativos atualizados

Versão em Português por gentileza de Eye Visio: Visão para o Mundo
http://www.eyevisio.com/vision-2020-julho-de-2014/


A informação adequada e certeira é a via para poder atuar na direção correta para o progresso. Dentro das tarefas de VISION 2020, compilar informação é uma das mais importantes. Cada ano, com a ajuda de diversas sociedades nacionais, comitês de prevenção da cegueira, profissionais de saúde, ministérios de saùde, e organizações em distintos níveis buscamos agrupar diversos indicadores de saúde ocular. Os mapas interativos são o fruto deste trabalho.


CSR 2013. Clique para acessar as estatísticas on-line Continuar lendo

Situação da Cirurgia de Catarata na América Latina

Juan F. Batlle, M.D.
Van Lansingh, M.D.
Juan Carlos Silva, M.D.
Kristen Allison Eckert
Serge Resnikoff, M.D.

Introdução

Desde 1999, VISION 2020: A iniciativa do Direito a Ver da Organização Mundial da Visão e da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira, atuaram como sócios globais para a eliminação da cegueira evitável com a colaboração das organizações internacionais e não governamentais, associações profissionais, instituições de atenção a visão, e a indústria.  A base fundamental desta iniciativa era a de reduzir o aumento preocupante da prevalência de cegueira global através de estratégias para eliminar a cegueira evitável antes de 2020. Continuar lendo

Os indicadores mundiais para o monitoramento da eliminação de cegueira evitável: Um projeto piloto na América Latina

Kristen A Eckert MPhil,1 Marissa J Carter PhD, MA,1 Van C Lansingh MD, PhD,2 Juan Carlos Silva MD, MPH,3 Joan McLeod-Omawale PhD, MBA4

1Strategic Solutions, Inc., Cody, WY, USA; 2International Agency for the Prevention of Blindness Latin America (IAPB), Tlanepantla, México, México; 3Organização Panamericana de Saúde, Bogotá (OPS), Colombia; 4Orbis, Nueva York, NY, USA

Em maio de 2013, a Assembléia Mundial da Saúde (WHA, sigla em inglês) da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a Resolução WHA 66.4, Saúde ocular universal: um plano de ação mundial para 201 4-2019 (o GAP, sigla em inglês). Na preparação para o ano 2020, este GAP actualizado inclui uma meta mundial para reduzir a prevalência da deficiência visual evitável em 25% até 2019, com respeito ao valor de referência correspondente a 2010. Para medir os progressos realizados na implementação do plano, a

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Impressões de um presidente ativo da Sociedade Mexicana de Oftalmologia na Primeira Oficina Latino-americana de Indicadores Mundiais em Prevenção de Cegueira

Benito Celis Suazo

Primeiramente cabe mencionar que a 1ª Oficina Latino-americana de Indicadores Mundiais em Prevenção de Cegueira, que se realizou em Lima, Perú, dos dias 10 a 12 de março de 2014, tinha por finalidade principal formalizar e implementar mecanismos regionais para elaboração de Indicadores de Saúde Ocular na América Latina,  tomando como base o Plano Mundial de Ação da WHA A 66/11 ( GAP ) da OMS. Os objetivos secundários eram a avaliação da viabilidade de elaboração dos indicadores e sua definição com a métrica adequada, além de indicar as barreiras existentes para a obtenção destes.

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Segunda Jornada Multidisciplinária em Deficiência Visual “Hospital de la Luz” e “VISÃO 2020” trabalhando em conjunto Por um modelo de profissionalização

Nos dias 16 e 17 de maio deste ano, na Cidade do México, D.F, o “Hospital de la Luz” através do seu centro de reabilitação para cegos e deficientes visuais (CADIVI); realizou a II Jornada Multidisciplinária em Deficiência Visual.

O evento foi realizado com a colaboração com “VISÃO 2020” América Latina, dividindo cada dia de trabalho em manhãs de discussões acadêmicas complementadas por tardes com diversas mesas de diálogo em que eram compartilhadas as alternativas existentes atualmente para a atenção clínica e inclusão social do paciente com deficiência visual. Continuar lendo

The Rosetta Foundation: rompendo as barreiras linguísticas!

The Rosetta Foundation é uma organização sem fins lucrativos, com sede em Irlanda e conexões globais, que trabalha para apoiar projetos não lucrativos que necessitem serviços de tradução.

Em 196 a.C., o texto da Pedra de Rosetta foi gravado no Egito e na Grécia com três escrituras diferentes -hieroglifo, demótico e grego- para honrar o faraó egípcio. Naquela época, o hieroglifo era utilizado principalmente para os documentos importantes e religiosos, o demótico era a escrita comum do Egito nesse momento, e o grego era a língua dos governantes egípcios. A pedra de Rosetta foi escrita nas três formas para assegurar que todos os que sabiam ler a entendessem. A pedra foi descoberta em 1799 em um pequeno povoado egípcio chamado Rosetta, que deu nome a pedra.

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Editorial: “Abordagem da baixa de visão, uma tarefa de todos!”

Dra. Rosario Espinoza Carrillo
Membro do Sub-comitê de Baixa de Visão do VISION2020
Conselheira Regional para Baixa Visão da CBM
Ex-presidente da Sociedade Panamericana de Baixa Visão
Perú

Não nos é desconhecido que atualmente, cataratas não operadas e erros de refração não corrigida ou sub- corrigida constituem a causa do maior percentual de pessoas com baixa de visão e cegueira, daí a ênfase no desenvolvimento de programas e estratégias para o seu controle. Mas quando nos referimos estritamente às pessoas com baixa de visão, que significa aqueles que, apesar de ter recebido sua refração, tratamento clínico e/ou cirúrgico, apresentam uma limitação visual que atrapalha o desempenho das atividades da vida diária como ler, escrever, identificar rostos familiares, dirigir, etc. foram criados serviços de baixa de visão, chamados de centro de reabilitação visual, onde equipes multidisciplinares trabalham para melhorar a qualidade de vida dos usuários.
Anos atrás, os serviços de baixa de visão não estavam disponíveis na maioria dos países da América Latina, mas graças a um grande esforço da VISION2020 com a participação de organizações governamentais e não-governamentais, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, a CBM e o ICEVI, houve um grande avanço na área. Parte desse esforço foram os cursos de formação de equipes multidisciplinares na área, implantação de serviços de baixa de visão, formação profissional “chave” em nível nacional, oficinas conscientização de residentes em oftalmologia, reuniões de sensibilização de organizações locais de cada país, conferência de baixa de visão em congressos nacionais, fazendo contatos no nível dos ministérios da saúde, planejamento de reuniões da comissão para o desenvolvimento e avaliação de baixa de visão na região, entre outros. No entanto, a cobertura ainda é baixa e estima-se que menos de 5 % das pessoas que precisam de serviço de baixa de visão pode acessá-lo, de tal forma que nos próximos anos ainda teremos desafios significativos como a inclusão dos cuidados de baixa visão em serviços de saúde ocular, educação e reabilitação, incluindo a baixa de visão dentro dos planos nacionais para prevenir a cegueira, inclusão da baixa de visão no currículo da residência de oftalmologia, acesso aos auxílios ópticos de baixo custo.

Um agradecimento especial a cada um dos parceiros na preparação dos artigos por seu profissionalismo e generosidade em compartilhar seus conhecimentos e experiências, a fim de alcançar um futuro justo para todas as pessoas com deficiência visual.

Funcionalidade: Tema esquecido na Oftalmologia

Dr. Byron Danilo Polanco Marroquín. Guatemala.
Presidente da Sociedade Panamericana de Baixa Visão

Rememorando a história vivida, e o presente do qual também participo, vejo com muita alegria o quão hábeis e especializados somos para tratar dos problemas que se apresentam no olho (o órgão), e as aptidões e os avanços que nos permitem realizar quase milagres da ciência. 

Estes milagres da ciência foram os que me incentivaram a seguir adiante em minha formação e me permitiram ser parte do mundo da oftalmologia. Durante minha formação experimentei essa sensação de satisfação que se obtém quando damos o tratamento adequado e conseguimos o resultado esperado, através do aperfeiçoamento de nossas habilidades e capacidades. Sem embargo, me dei conta que, para um grupo reduzido de pacientes, estes resultados não eram suficientemente bons, e estava falhando em relação ao que as pessoas buscavam. Continuar lendo

Epidemiologia da Baixa Visão na América Latina e Chile

Dr. Fernando Barría von-Bischhoffshausen
Associação Panamericana de Oftalmologia / IAPB VISIÓN 2020 Latinoamérica
Colaboração:
Sra. Patricia Ramos, Terapeuta em Baixa Visão, Universidade de Concepción e Coalivi, e
Sr. Fernando Barría Mora, estudante de Medicina, Universidade de Concepción

Um dos grandes avanços na oftalmologia mundial foi a realização de estudos comunitários, que permitiram estimar o predomínio de cegueira e baixa visão. No fim do ano de 2010 tinham sido realizados 56 estudos rápidos de cegueira evitável (RAAB) no mundo, o que nos permite ter uma boa aproximação das causas de cegueira e de baixa visão, assim como seu impacto em saúde pública (Figura N1). Dos estudos realizados, 11 estudos RAAB foram efetuados na América Latina, o que permitiu estimar que existem 23 milhões de pessoas com baixa visão (visão menor a 20/60 no melhor olho com a melhor correção óptica) e umas 3,2 milhões de pessas cegas (visão menor a 20/400 no melhor olho com a melhor correção óptica).

Figura N 1: Causas globais de cegueira e baixa visão, segundo estimativa realizada no ano de 2010.

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Reabilitação Visual E Ajudas Ópticas Para Pessoas Com Baixa Visão

Ángel Barañano, DOO, FAAO.
Primeiro especialista em Baixa Visão da Espanha, desde 1985; Fundador do Centro de Reabilitação Visual Ángel Barañano. Colaboró com a ONCE (Organização Nacional de Cegos Espanhóis) para desenvolver a Baixa Visão, 17 anos, na Espanha e América Latina.
Email: bvab@baja-vision.com

Incidência:
De acordo com as estimativas da OMS, em 2012, no mundo há aproximadamente 285 milhões de pessoas com deficiência visual, das quais 39 milhões são cegas e 246 milhões apresentam baixa visão.
Segundo estes parâmetros se pode indicar que 80% dos casos de deficiência visual, incluída a cegueira, são evitáveis. As duas principais causas de deficiência visual no mundo são erros de refração não corrigidos (43%), as cataratas (33%) e glaucoma (2%). Em todos os países se realizam intervenções eficazes para reduzir a carga de ambas afetações. Continuar lendo

Estimulação Visual para a criança com Baixa Visão

M. em C. Dra. Vanessa Bosch C.
Jefa del Servicio de Oftalmología

Instituto Nacional de Pediatría
México D.F.

A baixa visão infantil é uma das mais altas prioridades do programa VISION 2020, isto devido a seus alcances sociais, emocionais e econômicos catastróficos.
A visão, é o motor que impulsiona o desenvolvimento psicomotor das crianças. A ausência de estímulo visual se converte em um problema com altas repercussões. Es por esto, que se trata de una emergencia. Continuar lendo

Retinose Pigmentar e Baixa Visão

Dra. Vania García
Medica oftalmologista- Baixa visão.
Bolivia

Se denomina Retinose Pigmentar (RP) a um conjunto de degenerações progressivas de caráter hereditário que, de maneira difusa, afetam primariamente a função das células fotorreceptoras e do epitélio pigmentar da retina (1). É a distrofia mais comum; e é frequente seu aparecimento em centros e clínicas de Baixa Visão. Continuar lendo

Aspectos psicossociais das pessoas com visão baixa e da equipe.

Dra. Lourdes Medina e Álvarez Tostado
Fundadora e ex-presidente da Sociedade Panamericana de Baixa visão

Fundadora e ex-presidente do Centro Mexicano para Visão Baixa 
Fundadora e ex-chefe do Serviço para Visão Baixa do Instituto de Oftalmologia Conde de Valenciana, México.
Fundadora e ex-coordenadora do Centro de reabilitação para cegos e debilidades visuais, CRECIDEVI

Quando estamos de frente a um paciente com visão baixa é fundamental levarmos em conta que estamos diante de una pessoa que nos buscou porque sentiu confiança em nós e, de alguma maneira, está nos entregando sua fé, suas expectativas e, em muitas ocasiões, seu futuro.

Como o paciente chega a nós? Continuar lendo

A target search test for patients with low vision

Manfred MacKeben and Donald C. Fletcher

Summary
Topographic measurement of vision is essential in all patients with scotomas. Patients trying to search for and identify targets on a screen have to make eye movements. This allows measuring their latency of target recognition. Latencies will thus depend on the quality of vision where the target first appeared. Experiments in low vision patients have shown that their latencies were longer and showed more variation than those of a control group. Target identification correlated only weakly with age and visual acuity, but strongly with best achievable reading speed. Continuar lendo

Alterações da Visão Binocular em Degeneração Macular Relacionada a Idade

M.V. López Fernández. Médica Oftalmologista
Serviço de Baixa Visão – Hospital Oftalmológico Santa Lucia-
Buenos Aires-Argentina. mvlopezf@yahoo.com.ar

A Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRE) é uma das causas mais frequentes de baixa visão e deficiência visual nos países desenvolvidos, junto com erros refrativos, cataratas e o glaucoma.
De acordo com seus estágios e graus de afetação visual, esta doença gera uma grande incapacidade visual cujo impacto é cada vez maior nas pessoas que a padecem e constitui um dos grandes temas de estudo e pesquisa na área de saúde visual em todo mundo. A população de idade avançada deve conviver cada vez mais com as limitações que causadas pela DMRE que vão desde dificultade de ler o jornal, um dos principais motivos da consulta oftalmológica, até a impossibilidade de passear ou reconhecer o rosto de uma pessoa. (2) A maioria dos pacientes se beneficiam da visão binocular quando sua acuidade visual e sensibilidade ao contraste são similares em ambos olhos. Continuar lendo

Educação continuada – um vínculo importante em baixa visão

Karen R. Seidman,
MPA
Mary Ann Lang, PhD
Founding Partners North Star Vision Group
New York, USA

VISÃO 2020 realizou muitos avanços em busca de um melhor nível de disponibilidade dos serviços mundiais de baixa visão e reabilitação visual. Entre eles estão melhorias na formação de oftalmologistas, optometristas e profissionais em baixa visão. North Star Vision Group aplaude estes esforços de capacitação, que contribuem a um enfoque mais orgânico na atenção à baixa visão e reabilitação visual. Ademais, queremos sublinhar a importância da educação continuada sobre a temática de baixa visão para pessoas que já estão na prática. Somos da opinião de que conseguimos um impacto ainda mais profundo quando fazemos esforço para encorajar aos que já estão no consultório ou em clínica para que incluam o cuidado à baixa visão ao cuidado que já oferecem. Continuar lendo

Serviço de Baixa Visão Infantil de um hospital universitário no Brasil – Panorama comparativo com outras regiões do Brasil e mundo

Cristina Helena Toledo de Paula
Galton Carvalho Vasconcelos
Márcio Bittar Nehemy

A cegueira infantil é uma das cinco prioridades do programa “VISION 2020: The Right to Sight” da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Prevenção da Cegueira (IAPB). Tal prioridade tem suas razões: as crianças cegas têm muito mais anos de vida com cegueira que os adultos; várias causas da cegueira infantil também podem levar ao óbito precoce; as causas da cegueira infantil diferem das do adulto, o que requer estratégias e medidas de controle também diferentes; e aproximadamente metade das causas de cegueira infantil são atribuídas a causas que têm prevenção e a causas tratáveis, devendo essas últimas ser tratadas com urgência para não ter como resultado a deficiência visual.1 Continuar lendo